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do papel direto para o html

5/10/09 | comentar

Jason Fried da 37Signals revela as razões para que sua equipe não utilize o Photoshop como ferramenta de criação de protótipos, partindo direto para a produção do CSS/HTML. Você acredita que este modelo de produção é realmente válido e vantajoso? Como você costuma trabalhar esta questão em seu cotidiano profissional?

A metodologia da 37signals é bastante eficiente no ambiente em que atuam, mas não completamente aplicáveis a qualquer cenário, como descrito por Jeff Croft.

Os produtos da 37signals possibilitam essa prática por serem aplicativos pequenos, com uma estética unificada e previamente estabelecida. Eles somente desenvolvem para eles mesmos.

O mais comum em nosso cotidiano é desenvolver websites diversos, cada um com suas peculiaridades e, na maioria das vezes, com uma identidade institucional própria. Nesse sentido é compreensível que a interface macro seja feita em imagem para análise de estratégias e também para definir uma base estrutural.

Conceber um novo produto, que tenha suas próprias formas e funções é mais compatível com uma ferramenta gráfica, como o photoshop. Por outro lado, é perda de tempo desenhar cada detalhe da interface de um projeto inteiro.

A prática de desenhar tudo em detalhes serve normalmente como forma de documentação, o que é desperdício de tempo, já que a chance de um projeto mudar em pouco tempo é altíssima. Muitas vezes uma home basta para saber como o site todo será, assim, já é possível avançar para a estruturação do código e das demais páginas, onde as mudanças normalmente não afetam a estrutura do layout e muitos elementos se repetem (ou são bastante parecidos) em um mesmo projeto.

Casos em que posso omitir o evento de uma aprovação formal, nem mesmo desenho uma página inteira. Deixo alinhamentos, tipografia e outros elementos pra serem tratados e refinados diretamente no código. O desenho (layout em imagem) serve muito mais como uma referência do que um arquétipo.

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